Lacrimosa - Mozart Requiem

terça-feira, 28 de maio de 2013

Evolução do funk: Cultura do soul para a cultura do sexo.


 Funk das antigas!
Funk atualmente!

Eu gostava do funk das antigas, que tinha uma certa pegada com o estilo Soul, como uma ginga gostosa que ia de encontro com uma letra que tinha um objetivo; a letra queria mostrar a realidade de quem cantava. 
O que eu vejo hoje são "Funks" que são filhos desgarrados do original soul e assim banalizam a ginga e fazem da cultura da música apenas o som para acompanhar gestos corporais obscenos. Letras que descrevem com detalhes atos sexuais, cantores que possuem ego super inflado que colocam seu órgão sexual em um pedestal para ser adorado. 
Sinto saudade daquele toque de rebeldia dos mais pobres, que era o funk das antigas. O que acontece agora é um ato de sexo livre e solto. Não que eu tenha algo contra a liberdade de se expressar sexualmente, mas por favor não venha me dizer que "quica aqui", "senta ali", "agacha e rebola", dentre outras frases piores que estas, são cultura. Porque isto é simplesmente manifestação sexual.

#RH





segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ética, cidadania e o cocô do cachorro do vizinho.

Vendo as perguntas de algumas pessoas no Yahoo alguém lançou esta: 
"O QUE É CIDADANIA?"
É uma pergunta simples, eu diria até bobinha, já que desde sempre ouvimos dizer que somos "cidadãos"; mas um cara que não conheço deu uma resposta que achei bem interessante e vou transcrevê-la abaixo:


"Esta crônica dá bem o exemplo de cidadania e o comportamento da sociedade.

Após um dia de trabalho, chegando em casa, flagrei um vizinho e seu cachorro passeando por minha calçada. Desconfiado, estacionei a certa distância para observar o que poderia acontecer e então medir o grau de consideração que o simpático vizinho aparentemente demonstrava por mim e minha família. Não deu outra, o cão posicionou-se e "bomba" na calçada. Até aí tudo bem, mas para minha decepção, o desatento e agora indecente vizinho olhou a sua volta, não viu nada que aparentemente o incriminasse, e como se nada tivesse acontecido, continuou seu passeio, deixando para nós a árdua tarefa de "desarmar" o artefato. Que tristeza! Parecia ser um cara bacana. Outra vizinha tem o irritante hábito de buzinar alucinadamente até sua pobre mãe abrir o portão automático, através da janela da sala. O problema é que muitas vezes é após a meia noite. Faz alguns dias recebi a triste notícia da morte de uma das professoras de minha filha. O motivo? Fora atropelada por uma moto em alta velocidade. Junto com essas histórias tão comuns do cotidiano, nos últimos meses, temos acompanhando as denúncias do mensalão, a deprimente tentativa de seus envolvidos em justificar suas razões e a ridícula intenção de seus delatores em posar de mocinhos. Na ótica do próprio umbigo, cada um está na sua razão. Pessoalmente, não tenho o hábito de julgar os acontecimentos da vida como certo ou errado (por que isso é apenas mais uma invenção humana), mas tento compreender a vida através da imutável lei da natureza da ação e reação. Não há nada tão pragmático quanto isso. Mas o que realmente está em jogo é como as ações individuais estão influenciando, primeiro: a própria vida; segundo: a vida dos outros e terceiro: as gerações futuras. Corrupções, mentiras, cocô na calçada, buzinada na madrugada, alta velocidade são ainda pequenos sintomas da desgraçada história humana, motivada pela intenção mesquinha de levar vantagem em tudo. Se tal atitude representa o prejuízo alheio, ai houve uma invasão muito séria. Não importa se prejudicou a nação, o vizinho ou o desconhecido, o cerne da coisa é o mesmo, e nasce do egoísmo e da ignorância sobre um sentido mais amplo da vida e que nos leva a uma incapacidade de se importar genuinamente com o próximo. A conivência e negligencia com qualquer coisa que prejudique o bem comum nos tornam igualmente egoístas.
O que acho ainda mais engraçado é que nunca se falou tanto de ética como nos últimos tempos. Ética nas empresas, ética nos negócios, ética na política (meu Deus, esses são os piores). Assim como um garoto apaixonado, pela musa da escola, fala demasiadamente de seu objeto de paixão (justamente porque não a tem), a sociedade está sedenta pela ética. Queremos, exigimos, bradamos, mas não praticamos. O que precisamos entender é que a mudança começa pelas pequenas coisas no cotidiano, nos pequenos atos. Parece-me que só vale a pena ser ético se alguém estiver olhando, se não for assim, parece que não tem graça.
Às vezes me pergunto se as pessoas realmente sabem o que significa ética. Então, não custa nada explicar. A palavra vem do grego Êthos e Ethos, que significam respectivamente "habitat, morada, abrigo" e "conduta, comportamento". Então ética envolve os aspectos físicos (ambiente, local onde se vive) e comportamentais (atitude, valores que norteiam a convivência) que nos permite utilizar, de forma harmônica e sustentável, todos os bens da vida, permitindo que nossos descendentes também o façam. Numa abordagem mais objetiva, ela existe para garantir a sobrevivência das pessoas, mas é equivocadamente tratada como um valor. E ainda existem empresas que afirmam que a ética é um de seus valores corporativos.
Ética não pode ser um valor por si só, mas deve ser um conjunto de valores norteadores do convívio social. E por falar em valores sociais, como podemos tê-los num país onde a escola pública está em plena decadência e noventa e nove por cento das particulares possuem um currículo focado em apenas preparar crianças e jovens a serem mais competitivos para o mercado de trabalho. Em ambos os casos negligenciam a importante missão de formar pessoas integras, saudáveis, equilibradas para o convívio social. Estamos sem regras, sem um norte e isso aparece nas inúmeras contradições no cotidiano. Minha conclusão é que a causa da desarmonia social não é a ausência de valores (pois todos temos os nossos), mas a diversidade de valores.
Quando ouço alguém (um deputado ou outro qualquer) falar de ética, tenho dificuldades para entender o que querem dizer exatamente. Convivi com inúmeras pessoas cultas e bem formadas, que levantaram com paixão a bandeira da ética e que, em determinado momento, escorregaram em sua própria conduta, demonstrando total imaturidade ou sua real malevolência. O fato é que vivemos uma "ética de conveniência", onde prevalece "dois pesos, duas medidas". O que assistimos nos cenários corporativos, políticos e sociais é o discurso muito diferente da prática. Mostram um quadro de honestidade incondicional, solidariedade exemplar, verdade e integridade a qualquer prova, mas lamentavelmente, nos bastidores, ainda ouvimos sobre corrupção, ameaças, violências, falsidades, dissimulações, fofocas, jogos de vaidades e desrespeito. Um grande mestre yogue uma vez disse: "o homem moderno, diante dos erros alheios exige justiça, mas diante de seus próprios erros, clama por misericórdia" A humanidade está seriamente perdida, doente da alma, sem rumo. E o pior. Está tão mergulhada no egoísmo e na ignorância que não têm percebido em que mar de lama tem se entregado de alguns séculos para cá.
Não será o Fome Zero, a reforma tributária ou política que resolverão os problemas da sociedade, mas uma criteriosa reforma intima que todos nós necessitamos fazer. Assim como um organismo que agrega bilhões de células e que a saúde e vida desse organismo depende da saúde de cada célula, a sociedade depende da saúde mental, emocional e espiritual de cada individuo que habita esse planeta. Conscientes ou não, comprometidos ou não, somos todos co-responsáveis. Como disse o Prêmio Nobel Jacques Monod "O Homem sabe finalmente que está sozinho na imensidão insensível do Universo, do qual surgiu pôr obra do acaso. Seu destino não está escrito em lugar algum. Nem tampouco seu dever. O reino do alto ou as trevas de baixo: cabe a ele escolher".

E o cocô do cachorro do vizinho? Das sujeiras a menor."


FONTE: Yahoo Questions.



RH.




quarta-feira, 4 de abril de 2012

...


Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E - sem saber - busco respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho. E acordei chorando, logo eu que adoro sorrir... Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é.

Autora: Fernanda Mello. 


RH


segunda-feira, 26 de março de 2012

PENSO EM NÃO PENSAR EM NADA.


Descobri que o futuro é aquela coisinha que te faz um friosinho na barriga e no qual às vezes passamos noites sem dormir, 
a imaginar. 

Nós vamos vivendo, o amanhã vai se acumulando na mochila do tempo fazendo com que a vida passe. 
Os momentos felizes, os tristes, os que são neutros... 
Todos são apenas mais um dia no caminho de um futuro incerto. 

Faço planos, as coisas mudam, e eu tento controlar cada detalhe do incerto. Minhas escolhas são o caminho e o acúmulo de resultados o objetivo. Não nasci com tudo que quero, porém as atitudes que tenho hoje contribuem para conseguir o que almejo. 

Sinto a sensação de que caminho para algo fora de meu controle, esse algo se chama fim e faz parte desta jornada chamada vida. 

Sei que não sou constante, tenho sonhos inconcebíveis... 
Penso em ser rica, penso em ser altruísta e largar tudo em prol de todos, penso em mudar o mundo, penso em me mudar, penso em não pensar em nada e consequentemente acabo pensando em muita coisa. 

Eu caminho em meio a pedras e flores, prefiro ver as flores a sentir as pontadas das pedras incomodando meus pés. 
Com as pedras faço uma casa e com as flores faço um jardim e em meio a escolhas erros e acertos vou chegando ao fim.



AUTORA: RADIGE HANNA.
OBS: Peço a qualquer pessoa que goste de minha mensagem e que queira mostrá-la a alguém o favor de NÃO PLAGIAR.


sexta-feira, 23 de março de 2012

Freud: A Religião é uma Ilusão Dispensável.


Para Freud, a religião é uma ilusão que tem as suas raízes profundas nopsiquismo humano. Uma das experiências fundamentais do ser humano é asensação de insegurança e a necessidade de protecção e de amparo. A religião surge como mecanismo de defesa perante as ameaças da natureza e a dureza das relações sociais. Deus será assim concebido como o Protector supremo, o ser todo-poderoso que alivia a angústia e o medo do homem perante a realidade, que consola e ampara. Tal como o pai está para o filho, assim Deus está para o homem.
Para a criança o pai é um ser poderoso (logo, protector) e exigente (que o pode castigar e punir). A sensação de impotência, de fragilidade edebilidade que leva a criança a sentir a necessidade de protecção e amparo (satisfeita pela figura paterna) persiste ao longo da vida e conduz o homem "a forjar" a existência de um pai imortal muito mais poderoso (Deus). A religião corresponde, assim, a um estádio infantil dahumanidade, à constante necessidade de ter um Pai na relação com o qual se vive um sentimento ambivalente: amor e medo. Nasce dos desejos maisintensos do ser humano, mas não passa de uma ilusão, de uma projecçãoilusória da situação do filho perante o pai. Recorre-se a ela para acalmar aangústia, o medo perante a imensidade desconcertante do universo e a imprevisibilidade da vida. A religião é um remédio ilusório para as dores e afrustração do ser humano.
Qual o futuro desta ilusão? Poderá prescindir-se da ilusão religiosa? Freud afirma que é dever do homem aceitar a sua dura condição e enfrentar a realidade sem recorrer a consolações celestes. Mas como suportar o pesoda vida e a crueldade da realidade? Através de uma educação "em vista da realidade", que não fabrique doentes que depois precisem do narcótico religioso para entorpecer e anestesiar a angústia e a ansiedade. Só uma educação fundada na verdade pode encaminhar o homem para a maturidade e superar a necessidade da religião. Esta, enquanto ilusória realização do desejo de
ser amado e protegido perante um meio hostil, não nos ensina a enfrentara realidade, é uma fuga para um além imaginário, uma constante e semprefrustrada necessidade de paz e tranquilidade. Por isso ela é a neurose obsessiva da humanidade.


Autor: LUIS RODRIGUES.
Retirado do site: Teorias e argumentos.


RH.




sábado, 17 de março de 2012

A usura que nos compõe a todos e a qual mal podemos evitar.



A usura que nos compõe a todos e a qual mal podemos evitar. Somos usurários do tempo e do amor. Porque cobramos do tempo poder e do amor felicidade. Tremendas ilusões que trazem pesar, pois é assim que seguimos nos enganando frente ao soar frenético do sino que a todo momento nos alerta sobre os verdadeiros sabores por trás do qual está o banquete da realidade.

Seres frugais e descordenados ao pensar serem deuses quando em verdade os próprios deuses não se preocupam com questões de hierarquia.

Os caminhos são sempre os mesmos. Nunca iguais. Não porque em sua essência a matéria não se altere, pois que se altera de qualquer forma, mas porque o caminho não é o fim em si, o fim está em sua transposição deixando que a realidade nos abduza e que a ignorância seja esquecida nos porões da mente.

Viver é um meio tendo por significado a alquimia dos acontecimentos. Deus é um pretexto mal utilizado pelos praticantes do ócio intelectual, ora como verdugo, ora como oferenda.

Uma vida sem intempéries é moribunda. Somente o maldito deseja o caminho da inércia e da exatidão. Transcorre que continuamos a acreditar que precisamos do tempo para nossa transformação quando verdadeiramente estamos fadados ao não ser, ao estar, até quando assim a nossa natureza humana o deseje.


Autora: Dede Rossi.

Retirado na íntegra do seu blog "Imaginalismo". 

 
 

quarta-feira, 14 de março de 2012

Mil e uma atividades versus pouca produtividade.



     Sabe quando você quer fazer uma limonada e espreme o limão até a última gota? Estou me sentido como o último limão da geladeira em um dia de verão... o mundo anda me apertando de todo jeito e os afazeres parecem não acabar. Mas quem sabe esta experiência de vida daqui uns anos não produza um delicioso refresco, não é mesmo? ;)

     De umas semanas para cá ando sem criatividade... estou com compromissos que não estou conseguindo conciliar lá muito bem. Faculdade, emprego, estudos... lazer(se é que esta palavra ainda existe para mim!) e assim não tenho a ociosidade necessária para vir atona meu instinto de escritora amadora.

     Tenho vontade de escrever, falar, digitar, contar algo, dizer um mundo de ideias, mas não sei o que e nem como exatamente. Quando as ideias começarem a fluir postarei aqui.

     Inclusive tenho que fazer a resenha do livro “O arquiteto do esquecimento – Marcos Bulzara” (compromisso assumido com o Book Tour Selo Brasileiro).

     Bem, no momento é isto o que tenho a dizer, vi que meu blog começou a ter mais seguidores e me senti na obrigação de justificar a ausência de posts.

     Neste momento cai uma chuvinha que me dá vontade de ir para a cama... agora é próximo da meia noite e pretendo atender o pedido dos meus olhos que não estão querendo ficar abertos e vou deitar... daqui a pouco.

Cai cai sereno e leva contigo o meu amor...” eu sei que não tem sentido mas me veio este trechinho de música na cabeça e resolvi escrever.

“Crescer é viver um mundo em que a fantasia convive com o labor de realizá-la a longo prazo.”
Radige Hanna.

Até...


RH.